Ainda há Vinho de Talha e certificado em Campo Maior
Produzido por António João Borrega
Gonçalves e o apoio dos filhos
Depois da
apanha da uva aproximadamente em meados de agosto e início de setembro, a um horário mais favorável, em
termos de temperatura.
A uva é desengarçada e esmagada numa máquina elétrica de inox; o engarço vai para o lixo e o mosto de uva é encaminhado para
as talhas de barro onde faz a fermentação, durante cerca de 3 semanas e diariamente
cada talha é remexido as massas 2 a 3 x dia com um mexedor (rodo),
depois repousa e a seguir é filtrado de forma artesanal passando por um
alguidar e daqui é transferido para os depósitos (cubas) de inox.
Nestes
depósitos de inox repousa e faz ainda decantação, deixando depósito de
impurezas no fundo. Sendo a Adega da Torre, muito antiga, talvez do Século XIX,
porque esta Adega foi adquirida no princípio do século XX pelo avô da esposa do
António João Borrega Gonçalves.
Mais explicito em notas finais.
Há todos os
anos um momento festivo com a abertura das talhas, do vinho por volta do São Martinho
em Novembro.
Sendo uma
pequena/média produção familiar, vai-se engarrafando e comercializando à medida
das necessidade para consumo e venda ao longo do ano.
Notas finais;
1-Adega
da Torre foi adquirida pelo avô de Élsa do Carmo
Pires Torres Gonçalves esposa de António João Borrega Gonçalves, cerca do
início do século XX à família Roque. Genealogia histórica desta adega:
2-O sogro
do António João Borrega Gonçalves de nome João José da Torre, desenvolveu
muito a Adega da Torre mas sempre com processos
artesanais. Por finais dos anos 1990 passou a Adega ao genro que já o
ajudava. Com a enorme paixão que o António João já tinha e juntando os filhos
pediram uma ajuda para adquirir os depósitos inox e as outras máquinas, e
certificaram a Adega.
3-Em Campo
Maior no século XX houve grandes Oleiros produtores destas Talhas de Barro
Grandes; foram eles o João Pereira, Centeno e Mourato. Uma das talhas de
barro da Adega da Torre tem o nome João Pereira 1919, de1000l e A=~1,80m
4-Temperatura
da Adega e sua importância, no dia 6/6/2026 aquando da visita à Adega tive
oportunidade de reparar que no exterior pelas 12H já estaria cerca de 30ºC e no
interior estaria talvez 16º. O que me leva a dizer que a zona baixa da sua
localização (no Ribeirinho), a grossura das paredes e a altura do telhado
consegue manter uma temperatura constante e baixa =~15 a 18º ao longo do ano. Isto da temperatura natural baixa e
constante tem uma importância vital na qualidade do vinho de talha.
Fontes:
Produtor de
vinho de talha, António
João Burrica Gonçalves
José Pereira
em 26/6/2026






