sábado, 3 de abril de 2021

Colégio Militar 1950, Cabo 20 ou Joaquim Alves

                                         O Cabo 20, 20 ou Joaquim Alves

      

 O “20” nasceu em Azenha de Tanoeiros, freguesia da Encarnação, Mafra em 14/12/1876, era trabalhador do campo. Chegou a idade e foi cumprir o serviço militar e em Abril de 1897, transitou para o Colégio Militar como ordenança do Director. Ia fazer 20anos e recebeu o nº20 no Colégio.

 

 
 

 

 

  Casa onde morou o Cabo 20 na Azinhaga das Freiras em Carnide, Lisboa

 O Joaquim gostava da tropa e foi pedindo para ficar nas fileiras. Aprendeu a ler e escrever. Breve chegou a cabo. Era um praça diligente e principiou a ganhar simpatias.

Tornando-se cada vez mais conhecido e popular entre alunos e professores.

Casou com uma senhora de Carnide a Jesuína, nasceu o 1º filho e com sacrifícios meteu-o nos Pupilos do Exército. Aquando da morte do “20” em 1950 o filho era já o capitão António Alves, teve mais 4 filhos.

 Apresentava-se no Colégio antes da alvorada e só saía já noite. Passando algum tempo foi destacado para telefonista do Colégio. Recebia pois muitos recados via telefone dos pais e avós que prontamente dava aos meninos, assim como encomendas que chegavam para os meninos.

 

    

   Certo dia, a mãe de um aluno deixou ao “20” um embrulho para entregar ao filho. Dois dias depois telefona a saber se o filho dissera alguma coisa, o “20” zeloso com era, informou “sim, minha senhora. O menino comeu e gostou muito da lembrança..”. Só que era um par de sapatos...  Outros episódios semelhantes se registaram, confirmando contudo a simpatia e carinho do velho “20” para com os meninos.

 Recebeu uma medalha de oiro de bom comportamento na presença de todo o corpo docente e do batalhão de alunos; isto aquando o General morais Sarmento foi director do Colégio Militar, não o envaideceu e até se comoveu com algumas lágrimas.

 Reformou-se quando fez 70 anos por atingir o limite de idade, sendo 50 anos de Colégio, coincidindo quase com a 1ªmetade do século XX. Viveu mais 4 anos e faleceu em 1950, tendo um funeral militar com a presença do sub-director tenente-coronel Vieira da Fonseca presente.

 

        Não resisto a deixar um excerto do jornal dos “ratas” do Colégio Militar.

 

 
Fotos de grupos de cursos do Colégio Militar. 

                        

 

Observações locais e históricas;

1-O Vicente e o “cabo 20”  eram baixos e muito respeitados. O Vicente lia muito e discursava bem, para os oficiais e o Cabo 20 era o apoio e conforto dos Meninos da Luz e fazia a ponte com a família deles.

2-As ex colónias mantiveram-se unidas em parte porque os oficiais superiores que lá estiveram eram todos colegas do Colégio Militar.

 

 

                                         Jardim da Luz ou Teixeira Rebelo, homenagem da CML em 1926.
                                                          

Fontes:

-Diário de Lisboa

-jornal do Colégio militar

-o Bisneto Alexandre do “Dom Pingas” na Rua do Pregoeiro.

-Registos Paroquiais, o registo do Baptismo está na Freguesia da Encarnação, Mafra.

-o Rogério Vicente, neto do Vicente/Pintassilgo que o conheceu bem

                                                                       


 

 

terça-feira, 30 de março de 2021

Colégio Militar_Vicente ou "Pintassilgo"

 

                        Vicente ou “Pintassilgo”

 

O “Pintassilgo” e o “Cabo 20” que abordarei próximamente neste Blog, eram como Icones de Carnide, sempre fardados e trabalharam durante cerca de 50 anos no ColégioMilitar, ~1900-1950.

 

 

Manuel Vicente era pastor na aldeia de Cimeira, Pampilhosa da Serra, onde nasceu a 7/10/1881. Foi fazer o serviço militar em 1901; por falta de respeito ao sargento do refeitório, levou 1 castigo de 10 dias preso, em Fevereiro 1903. Depois em 8/1/1905 foi colocado no Colégio Militar em Carnide; os oficiais gostavam dele e ensinaram-no a lêr e escrever e no espaço de 1 ano fez exame da 4ªclasse.

 

 

 

Nesse tempo e antes de ele saber lêr os irmão fizeram partilhas e vieram a Carnide para ele assinar pondo o dedo e deram-lhe 500$00, ele confiou, contudo os irmãos enganaram-no. O Vicente mostrou o documento aos oficiais e estes prontificaram-se a defendê-lo. Mas ele não quiz nada e também nunca mais foi à aldeia. Ainda assim foram os irmãos a precisar dele, chegaram a vir a Carnide pedir-lhe ajuda e dava-lhes de comer.

 

Era o prteiro do Colégio Militar, ao fim de alguns anos foi retirado da porta, porque era muito exigente e não deixava passar nada para fora, nem aos oficiais; o típico nesse tempo de miséria eram produtos de cozinha como azeite, etc. Ficou depois a apoiar os alunos com material escolar e outras necessidades.

O Vicente andava sempre fardado e com o bigode bem tratado, era muito comunicativo, e como lia muito , também estava bem documentado. Sendo com os oficiais muito hábil no vocabulário de respeito e etiqueta, como ex, “Saiba Vª Exª....” de tal modo tinha dom de palavra e aptidão, que na reunião superior dos militares em Queluz, aquando do 5 de Outubro de 1910, da proclamação da República, foi ele que foi falar em nome do Colégio Militar e a pedido dos oficiais.

 

Transporte usado no Colégio Militar até o 1ºquartel do século XX

 

 Pontos em comum do Vicente com o Cabo 20, eram baixos e andavam sempre fardados e com os capotes, este chegava-lhes aos pés (H=~1,57m). Ambos estiveram no Colégio Militar na 1ªmetade do século XX.

 Oficiais que frequentaram o Colégio nesse tempo e se distinguiram na vida Pública:

-Spínola

-o João Arantes

-Costa Gomes

 

Como era a reforma dos empregados do Colégio Militar, depois do tempo de tropa máximo, ficavam como funcionários de estado e pertenciam ao Ministério da Guerra. Sendo a idade média de reforma os 70anos, já não podendo ficar mais tempo.

 

Mesmo já reformado ia sempre ao Colégio Militar onde comia, e às vezes trazia o almoço, diz o neto Rogério Vicente que “o arroz cozido parecia massa vidraceira colada ao tacho”, e que o avô respondia ”não haver mais nada”. Eram tempos difíceis!.

O Vicente morou na R.da Fonte nº17 em Carnide e a renda era 1$00. Depois quando foi construída a  Vila Guimarães em 1920, foi morar lá, na casa BB, sendo a renda 2$50, maior e melhore casa. Faleceu em 1972 com 92 anos.


 Casou com Eliza Pinto nascida a 23/3/1890 em Carnide.  

 Altar mor da Capela do Colégio Militar-->.

 

 

 

Fontes:

-neto Rogério, morador na Rua Neves Costa, frente ao coreto

-Filho Jesué, mais novo, n1923, que ficou a viver na casa dos pais, conversas já com 92a.

-José Pereira do Blog, numa visita ao Colégio Militar em 2006

-Revista da Associação dos antigos alunos do Colégio Militar

 

                                             


             

                                              

domingo, 31 de janeiro de 2021

Palácio e Quinta de Santa´Anna de Carnide

 

                                                    Dr José Ferreira Santa´Anna

                                                 
                                                  Palácio na R.Fonte nº39 a nº57, Carnide, Lx

         
             O pai António Ferreira Santa´Anna era almocreve, vendia entre Portalegre e Abrantes; casou com Luíza Lopes em 1820 e instalaram-se numa quinta no Tojal em Mouriscas, Abrantes. Como era muito religioso e casou no dia de Santa´Anna, mãe de Nª Sª. Juntou ao nome o apelido Anta´Anna. Como bom pai, e tendo algumas posses, quis que os filhos estudassem, assim o mais novo José Ferreira Santa´Anna foi para Lisboa estudar para médico, no Hospital de S.José (escola de medicina).  Formou-se como médico de Geneocologia em 1877.

 O Dr José Santa´Anna em Lisboa casou com DªGertrudes Godinho de Carnide e com posses. Instalaram-se no Palácio da R.Fonte nº39 a nº57. Viajava nuito pela europa e trouxe grandes espelhos da Boémia e grandes jarrões para o salão do Palácio de Carnide, onde também tinha um oratório com a Santa´Anna. Aqui tinha uma Governanta Francelina e um empregado na quinta anexa. Este Palácio serviu de apoio a vários sobrinhos que vinham para Lisboa estudar; ainda em ~1947 a neta Teresa da governanta conheceu a Dª Helena neta do Dr José Santa´Anna, que trazia sempre o sobrinho Severino. A Dª Helena passava o inverno em Alvega e  o verão em Carnide onde o clima era mais ameno.

 

 “O Palácio de Santana de Carnide formado por um corpo principal em forma de L, com caracter erudito, esteticamente próximo das grandes residências pombalinas, mas a sua platibanda mostra intervenções posteriores, este tendo um maior número de proprietários ao longo dos anos. A antiga casa de habitação com jardim e capela no seu tardoz, datados do século XIX. Em 1865, esteve arrendada ao padre Raimundo dos Anjos Beirão, que neste sitio fez a instalação do Juvenil Instituto. Por volta de 1871 a quinta foi vendida, sendo melhorada e reformada por completo numa casa de habitação e construindo um jardim no tardoz”.

 O edifício nº39 a nº45 foi as cavalariças do Palácio e nos anos 1960 foram vendidas ao Antunes, que instalou uma mercearia e posteriormente passou a mercearia aos empregados. No ano ~2009 foi construído um condomínio privado, salvaguardando  o dragoeiro e o poço da Quinta.

 Depois nos anos 1960/70 foi emprestado o salão ao Padeiro de Carnide Fernando Lopes para ensaiar o grupo de teatro de Carnide e guardar as roupas das peças, e para ensaiar as marchas populares.

Também na quinta, aquando da Feira da Luz em Setembro; os feirantes de loiça que vinham de Mafra, guardavam aqui os animais por intermédio do Nanas.

 A seguir à padaria de Carnide começa o Palácio com as cavalariças do nº39 ao 45, o nº57 era a entrada do coche do Dr Santa´Anna e o nº55 a entrada do Palácio. O empregado da quinta nos anos 1960 trouxe a sobrinha Maria de Tondela e veio também o filho Telmo que instalou uma oficina de pintura de carros na quinta atrás.

 Também tinha em Carnide a quinta do Paraíso, onde hoje se situa o Parque Tecnológico de Lisboa, esta era alugada para sementeiras de cereal. Havia ainda a quinta das Camareiras de Baixo o o filho do Dr Santana com o mesmo nome e formado em Agronomia ia receber as rendas anualmente, e ficava admirado com as técnicas de plantar e de regar, e costumava dizer: “eu tenho a teoria mas voês é que tem a prática”.

 


O Dr José Santa´Anna viveu em Carnide e aquando do falecimento da esposa em 1897 viveu também em Alvega, onde construiu ai uma casa acastelada próximo da Igreja.

 

Palácio acastelado ao lado da Igreja de Alvega com    nicho na esquina com a Santa´Anna.         

O José era muito amigo do irmão Padre Severino Ferreira Santa´Anna que era pároco em Alvega. Sendo o Padre Severino muito querido dos fiéis, até porque além de excelente orador, era amigo e mesmo chegava a ajudar para a compra de medicamentos e outras necessidades. Quando faleceu em 1903, deixou a herança ao irmão Dr José Ferreira Santa´Anna.

                                                        Padre Severino Ferreira Santa´Anna      

Este palácio de Alvega foi a residência principal do dr José Ferreira Santa´Anna depois de viúvo até à sua morte em 1925.

 Resumindo: O Dr José Ferreira Santa´Anna nascido em Mouriscas, a 4/4/1845 e falecido em 1925. foi médico geneocologista e pessoa muito culta, viajou muito pela europa. Ajudou na terra de origem Mouriscas, sendo considerado ao tempo a pessoa mais culta de Mouriscas, ajudou muitos sobrinhos que vieram estudar para Lisboa e suponho ter ajudado o irmão padre. Tinha um ponto comum nas suas habitações que era a parte acastelada, desde que resido na Freguesia de Carnide desde 1962 sempre achei curioso as ameias e posteriormente conheci a casa acastelada de Alvega, Abrantes.

        Sem dúvida uma personagem que passou fazendo o bem.

  

 Fontes:

- Internet, These Inaugural  sobre Phlegasias do Utero em geral e Metrite puerperal, apresentada em Novembro de 1877 e defendida pelo aluno José Ferreira Santa´Anna. These dedicada à sogra.

                              Typografia Editora de Mattos Moreira Cª, Lx 1877.

- Internet, Mouriscas-terras e gentes.

-abordagem de estudo “  “na Internet.

-Registos Paroquiais das Freguesias de Carnide, Mouriscas, Alvega, Portalegre.

-"Nanas" da Travessa do Pregoeiro.                                                                 

-Rogério Vicente, o tio explorava a Quinta das Camareiras de Baixo.

-Teresa, neta da Francelina que foi governanta no Palácio de Carnide.

-Palmira (enfermeira) que esteve ligada ao teatro e às marchas populares de Carnide.

                                                                                                                        

                                                                                                                       




terça-feira, 28 de julho de 2020

QUINTA SILVA FARINHA-1933 de Carnide


            Quinta Silva Farinha, 1933/data assinalada no portão do pátio.

            De noite a frente do prédio é iluminada e reflete uma imagem bonita para as minhas traseiras da R.Parreiras que dão para a Qª do Pinheiro.


 Quinta contigua ao Jardim Primavera, com frente para a Azinhaga das Freiras e paralela à Quinta da Marquesa de Fora.
Foi fundada por João Silva Farinha, casado com Carolina e não tiveram filhos.
Desenvolveu a quinta com árvores de fruto e horta mais animais domésticos, donde tirava o sustento vendendo fruta e hortaliças à porta e também no mercado do Campo Grande.

Água, que é uma das riquezas, em Carnide era abundante, e o Farinha fez um bom poço com dua minas ainda compridas onde cabe um homem em pé. A água era elevada com uma nora e canalizada para um tanque.
Já pelos anos 1940, nas duas vigas de ferro em I da Nora instalou numa ponta um sistema com corrente para elevar água(tipo alcatruz) e na outra ponta um motor eléctrico trifásico que fazia rodar a roda de ferro onde girava a corrente desde o fundo do poço.
Embora a corrente que elevava a água desse um bom caudal, a corrente partia-se muito. Optaram ainda nos anos 50 por instalar um motor eléctrico com uma bom caudal.  



                                                                        
O Farinha fez um prédio de 2 pisos com E e D por piso, na frente que dá para a azinhaga das Freiras, viveu no r/c direito. À posterior criou um pátio com várias casas e mais 2 casas com E e D de frente para a azinhaga das Freiras, ao tempo com caniços pela frente.
Tinha também uma courela(terreno agricola) na zona que é hoje o Bairro Padre Cruz.


Era a Quinta que vendia fruta, hortaliça e animais domésticos como galinhas, ovos e coelhos para as pessoas de Carnide, à porta.
Tinha uma carroça que levava hortaliça para o mercado do Campo Grande que existiu na rua das forças armadas a Entrecampos. A carroça era conduzida pelo Manuel da “Nora” e que ainda no fim dos anos 40 ficou como caseiro da quinta.

Por volta de 1960 ficou como caseiro da quinta o Domingos Freitas que veio de Guimarães no Minho, e manteve a exploração agricola até fins dos anos 1970.
Actualmente, ainda mora o filho mais novo do Domingos, o Joaquim numa casa e a filha mais velha a Fátima e o marido Mesquita fazem uma pequena horta com as técnicas do minho ou seja em altura, nas fotos seguintes vê-se a qualidade das hortaliças e estas sim são biológicas de verdade, só com água e estrume de compostagem de folhas do arvoredo da quinta.

 
Com o óbito do Farinha no princípio dos anos 50, a viúva ainda veio a casar com um indíviduo alto e que tinha uma filha chamada Ludovina também alta, que mais tarde ficou com a quinta.
À posterior a Cooperativa Garicooper comprou a quinta e as casas.


 Fontes/notas:
-Palmira, enfermeira; comprava lá com a avó, coelhos, galinhas e fruta.
-Mesquita, genro do Dmingues Freitas, que faz a horta ainda hoje, com a mulher Fátima.
-Maria das Dores ia comprar com a tia Maria Dores Pires da R.Parreiras 16, nos anos 40 e 50, ao Farinha coelhos, galinhas, fruta e hortaliça.
-Eulália, moradora no pátio da Quinta à ~60anos.
-Rogério, ia lá em jovem com o pai Eugénio Vicente reparar a torneira do tanque e a corrente de elevar água. Este tanque tinha na saída com uma torneira especial, que controlava a pressão de água; peça em ferro forjado com uma sola e depois um parafuso de ajuste de pressão.
O Eugénio Vicente fazia a manutenção da corrente e arranjou uma forma mais eficiente de ligar os elos.
            -O sistema de corrente para elevar água, veio de Alcanena; onde foi inventado.
 
                                                                                                         
  

quarta-feira, 27 de maio de 2020

S.Francisco Xavier e as viagens marítimas


                                             O Apóstolo das Índias

Este Blog pretende apenas sublinhar as viagens feitas em 11anos por Francisco Xavier, numa época muito difícil, se compararmos a segurança e as condições a bordo duma caravela com um barco de cruzeiro de hoje.
Estudou no Colégio de Santa Bárbara em, Paris, e depois foi professor no Colégio de Beauvais, onde conheceu Francisco de Loyola, sendo cofundador da Ordem de Jesus em 1534 na capela de Saint-Denis, em Montemartre, Paris. A Companhia de Jesus estava fundada, e é reconhecida pelo Papa em 1541; destinada ao ensino, à conversão e à caridade.
Tinha o dom da palavra, falava vários indiomas e pressentia os acontecimentos, realizou vários milagres no Oriente convertendo muita gente à religião Cristã. Tornou-se o grande Santo e padroeiro do Oriente.

 
Pintura feita em 1579, Pe Manuel Teixeira e Castelo da família em Xavier, onde nasceu

            Nasceu em Navarra no ano de 1497(não consensual), do reino de Pamplona, ano em que Vasco da Gama partiu de Lisboa, Portugal, em busca do Oriente. Na tentativa de descobrir a Índia, Vasco da Gama deu início a uma nova corrente que alterou o curso da história da humanidade.

O pedido de missionários do rei D.Manuel I de Portugal ao Papa, para o Oriente, fez chegar a Lisboa o Pe Francisco Xavier com 43anos, em meados de Junho de 1540 e também o Pe Paulo Camerte e o Pe Simão Rodrigues. Foram convidados para viver nos aposentos reais. Contudo pediram, que lhes fosse permitido viver no hospital dos pobres e andar por entre os ricos de Lisboa para pedirem esmolas para os mais necessitados.

As viagens de Francisco Xavier a partir de Lisboa para o Oriente, Goa e daqui para os vários locais já descobertos pelos portugueses, até à morte em Sanchoão, 3 de dezembro 1552.
Sendo Malaca onde Francisco esteve mais tempo no seu período de missionário de 11 anos e onde realizou vários milagres.

Quadro de milhas e Mapas das viagens, a côres mais actual e a preto mais antigo e real em especial na curva que as caravelas tem que dar para chegar à àfrica do Sul:



 A duração das viagens baseiam-se em amostras de tempo de viagens com tempo preciso registado, retirando o tempo nos portos. A viagem de Lisboa a Goa demorou 13 meses, contudo os 5 meses de inverno, de Setembro de 1541 a Fevereiro de 1542, foram passados em Moçambique.
Baseados nestes cálculos aproximados, temos 38000 milhas percorridas e 25,5 meses gastos nas viagens marítimas. Imagine-se o sofrimento naquele tempo passado no mar.

Num documento do século XVI, para a tripulação de 31 homens numa caravela, por mês é necessário:


 Dando uma ração diária para cada homem de:
                    760g – biscoito, muitas vezes bolorento e mal cheiroso
                    356g – carne, entregue mensalmente
                    1,5l – vinho e igual em água
                    0,6l – vinagre, também usado na limpeza do porão
                    0,3l – azeite
                    1 – posta de ~0,1 de pescada



Não havia higiene a bordo como a conhecemos hoje. Cada um cozinhava para si.          
O espaço limitado para tanta gente, a falta de higiene, as agressões climáticas e o balancear das caravelas; originava várias doenças, sendo as mais comuns, as náuseas, as enxaquecas, o escorbuto, a peste, doenças indestinais e pulmonares. Morria muita gente.

A obra deixada por Francisco Xavier é imensa, só em Malaca onde esteve 5 vezes, fundou a escola “Sekolah” em 1545 na 1ªviagem e uma Igreja. A língua Malaia tem cerca de 450 palavras portuguesas.


 










  
Igreja de S.Francisco em Malaca, e Milagre em Malaca.
 


Morte de Francisco Xavier,  a sua canonização e o dia da sua veneração

 Relicário do corpo do Santo, em Velha Goa.Morreu a 3 de dezembro de 1552, em Sanchoão, China.
Foi Beatificado em 1619 pelo Papa João Paulo V e Canonizado em 1622 pelo Papa Gregório XV.
É venerado a 3 de Dezembro, mas o dia das festevidades de S.Francisco Xavier é no domingo a seguir. Fazem-se peregrinações anuais de milhares de católicos, ao túmulo do Santo, onde se realizam serviços religiosos.
Francisco Xavier é o Santo Patrono da Malásia, da Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, India, China, Sri Lanca, Borneu e....

Nota: em torno do nascimento há 1497(livro baseado num oficial da tripulação da ida para a India) e 1506(da internet).
Fontes:
-livro “A voz das ruínas” pelo Pe Manuel Pintado
-livro “Cardeal D.José da Costa Nunes” editorial A.O.Braga
-consultas na internet

                                          
                

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Ar Condicionado Inverter


Como funciona o ar condicionado Inverter?

A tecnologia Inverter faz com que o compressor nunca precise ser desligado e, desta forma, picos de voltagem não ocorrem. Como o próprio nome já diz, o Inverter funciona como um inversor de frequência que controla a velocidade de compressão do ar condicionado.




Diferênças do Ar Condicionado
Convencional
Inverter
Necessita algum tempo para atingir a temperatura
Atinge a temperatura mais rápido
A temperatura oscila
Funciona com picos de energia
Circuito liga/desliga para climatização
Mantêm a temperatura constante
Evita picos de energia
Circuito inteligente para climatização
O jato de ar é mais intenso
O jato de ar é suave e contínuo
O ruído é elevado e maior no liga/desliga
O ruído é reduzido
Mais avarias e maior manutenção
Manutenção mais de limpeza de filtros

Vantagens do AC Inverter
1-O objectivo do sistema inverter é reduzir o consumo de energia, que pode chegar até 60% conforme o modelo e a marca do aparelho.
2-O nível de ruído é menor, graças ao sistema de operação moderno interno, que faz com que o compressor opere em baixa rotação.
3-Não agride o meio ambiente. Inverter também é chamado ECO, usa gás ecológico
4-A tecnologia não interrompe outras funções como: Sleep, Timer, Turbo e mais.
5-O sistema Inverter pode estar presente em vários estilos de ar:
            Split Hi-Wall, Cassete, Piso Teto, Multi-Split!


Inverter é conforto e comodidade, com economia de energia, sem agredir a natureza.
Procure os modelos com alta eficiência. A DECO fez pesquisas e dá uma boa ajuda na questão das marcas.

                                   Exemplo prático com dois splits para 40/50m2, Mitsubishi

Sistema exclusivo para unidades interiores da série MSR_HR, Multisplit AC inverter
Uma única unidade exterior MXZ-2D42VA, pode ser ligada a 2 unidades interiores – split MSV-SF20VA;
Diversidade de saídas de ar - temperatura interior mais estável e homogénea em toda a casa;
Controlo Inverter - menor consumo(disjuntor 10A neste caso), maior conforto de Inverno e de Verão; especialmente a linha MSZ-EF recebe valores de SER e SCOP(índices de eficiência sazonal) que lhe permitem alcançar a classe A+++ para arrefecimento e aquecimento na classe A++.
Controlo independente de cada unidade interior;
Melhor estética exterior - menos espaço necessário para a instalação;
Funcionamento silencioso.

Fontes:Folhetos, informação verbal, Deco e internet
                                                                                                      
 

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Vedor na Cabeça das Mós, Sardoal

 Vedor na Cabeça das Mós, Sardoal
                                                      Luís Francisco Pimenta Pereira


           
             Começou com uma brincadeira do antigo Vedor José Alves Pintado  da Cabeça das Mós, que estando no café da DªLuísa Pimenta no centro da aldeia, lhe propôs experimentar, aproximadamente em 1967 quando o Luís tinha 7 ou 8 anos. O José Pintado colocou o Luís à prova com a vara de oliveira e passado instantes exclamou, “ainda dá mais do que a mim”, e “quando vira a vara é porque há àgua”. E  de seguida colocou o primo António Pimenta Lopes que também tem sensibilidade de vedor.
            Prosteriormente,  cerca dos 10 anos ensinaram ao Luís Pereira a forma mais acertiva de marcar um furo para água:
-marcar de nascente e de norte, porque em geral é donde vem água
-depois marca-se de Este até cruzar a montante
-depois a jusante até fazer o cruzamento
A vara de oliveira não permite detectar a profundidade a que se encontra a água.
Radioestesia, é a sensibilidade que algumas pessoas têm a radiações e energias.


            Vedor, o que se detecta:
-água para abertura de furos ou poços.
-bancos de minério, quando o ramo está sempre a vibrar e vira, forma normalmente um retângulo.
-e aquíferos, tipo fendas no interior da terra tipo lagoa.
Quando a vara exerce pressão e vira há probabilidade de existir água.




Trabalho que ao longo de anos tem feito de forma gratuita, às vezes tem gente à espera que o Luís vá à aldeia para marcar furos.
Costuma beber  um copo de vinho tinto no fim porque ajuda, este ato de Vedor, faz palpitar o coração e o vinho ajuda!

Nota: No passado recente antes de comprar um terreno na aldeia era aconselhável mandar verificar se o terreno tem água, aconteceu commigo nos anos 80, foi lá o José Pintado e no fim tive que lhe pagar um copo de vinho tinto na taberna da Ti Marta.

Fontes:           
            Beatriz Pimenta
            Luís Pimenta Pereira
            José Pereira